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POETRY SLAM NIGHT c/ O MAQUINISTA

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É preciso entender desde logo que o homem não cabe aqui como a máquina que lhe reconhecemos liminarmente. Esta é outra história, que recusa pressas.

João Branco Kyron, que conhecemos de Hipnótica, montou um projecto de ambiciosa riqueza artística, entre a literatura, a música e a imagem. Não apenas na forma, sobretudo no conteúdo, permeável, fundo, que se respira a si mesmo – "A vida não é mais que uma colecção de polaroids, onde colo um selo e envio a todos os amigos e irmãos que me foram" –, que se reflecte e reconsidera e flutua – "aqueles que não perderam rosto com a oxidação do tempo e eternizaram-se na minha alma que já mais poderia ser solitária" –, que aponta fim nenhum e, assim deifica o processo – "é somente errante" [in "Polaroids"]. O Maquinista propõe a transfiguração da letargia para nos arremessar à realidade com a violência de uma revolução tenra e interior.