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O músico italiano está de regresso a Lisboa para um espectáculo intimo, cheio de groove e sensualidade.
A bossa nova tem uma relação próxima com a cultura italiana. A ditadura brasileira obrigou à ponte e a travessia deu frutos para a contemporaneidade, quase 40 anos depois. Foi quando apareceu Nicola Conte, na troca de século. O DJ e produtor pegou nas melodias dos filmes italianos dos anos 1960, mergulhou-as na bossa nova, no jazz latino e na música étnica, e criou uma sonoridade distinta e sedutora. O músico – que já produziu trabalhos de Rosalia De Souza e Paolo Achenza Trio – tem formação clássica (guitarra), mas é a inovação do seu revivalismo exploratório do acid jazz que lhe granjeou reconhecimento. The Modern Sound of Nicola Conte é o disco que está a apresentar, o sexto desde 2000. O álbum duplo é ambicioso e dá conta da melhor forma do italiano, com temas originais e versões que o próprio regravou, com um conjunto de outros músicos, em modo jazz-dub.





