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Alternativo, um nome a piscar o olho ao Industrial, ao Gótico, ao Psicadélico, às guitarras poeirentas dos sixties, como se estivessem ligadas a um fuzz-box, baixos marcantes, uma secção rítmica demolidora.
Do caos nasce a ordem neste projecto onde duas vozes se digladiam com a restante instrumentação, em sopros, aliás, diga-se espasmos, a voz é lançada ao público por um rapaz e uma rapariga, a fragilidade dos refrões, quando existem, é esmurrada pela carga emocional lírica e gritada dos versos.
O mundo destes quatro músicos cruza-se num turbilhão de emoções que embora dramatizado no espectro sonoro, é reflexo propositado das suas vivências, dos seus desamores, das suas derrotas e conquistas pessoais, da sua “angst” porque esta música é feita a medo num sentimento claustrofóbico, misantrópico e próprio de uma certa esquizofrenia ambivalente que leva ao acto de cruzar essas vivências individuais, ridículo, fútil e mimado que é ensaiar num buraco para depois dar à luz para lançar um disco repleto de emoções redentoras.
Os LUR LUR são um projecto virado para o umbigo dos seus criadores num supremo acto de rebeldia intelectual, espiritual e física de serem diferentes com o profundo gozo de saber o preço que se paga por isso. Os LUR LUR vivem num estado artístico e social de completa alienação e as suas armas são as canções e caso não gostem delas, os punhos.
Peter Peter – voz, guitarras e baixo
Lucinda Sebastião – voz
Lamont – guitarras e baixo
Musico Convidado :Nuno Cruz(Sétima Legião) – bateria e percussão

