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Os Micro Audio Waves, em conversa com o jornalista Mário Lopes, abordam as suas referências, processo de criação e como surgiu a aventura Zoetrope, proposta por Rui Horta e que teve estreia em Moscovo.
A vanguarda está a passar por aqui. As experiências de pura electrónica de Flak e C. Morg em bom tempo deram lugar à construção de canções electro-acústicas de tez Pop, com a entrada definitiva de Claudia Efe para o grupo. A génese do que são hoje os Micro Audio Waves deve muito à sensualidade da vocalista, que um dia nos entrou pelas casas adentro a cantar Fully connected, do álbum homónimo e de estreia (2002), para nunca mais sair. A fome cresceu e levou-nos ao segundo e terceiro andares de um projecto que é desde o início um poço de experimentação criativa a toda a largura – No Waves (2004) ganhou dois Qwartz Electronic Music Awards, em Paris, incluindo o de melhor álbum, e Odd Size Baggage (2007) continuou a verificar a fronteiras mentais. Com o encenador Rui Horta, construíram Zoetrope, corolário de tudo isto, entre a música, o vídeo, o movimento e a poesia
