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As viagens são o ponto de partida para a criação artística dos Terrakota. O Mundo centrado em Lisboa, nesta que é uma das máximas referências nacionais da World Music.
Um dia, quando alguém decidir escrever a história da música portuguesa como quem desenha, os Terrakota vão ocupar toda uma página feita de argila, dançando nos traços, de uma beleza única das coisas frágeis. Nascem em 1999, mas podemos dizer com segurança que sempre aqui estiveram, em Lisboa, centro possível para o mundo. Conquistaram toda a gente ao vivo. Ao primeiro álbum, homónimo (2002), com o empurrão das rádios, a explosão foi inevitável. Os ritmos senegaleses, o reggae e uma panóplia transfronteiriça de sons africanos levaram as energias positivas a serem escritas na pedra. Quem segura o corpo ao segundo acorde? Os álbuns seguintes – Húmus Sapiens (2004) e Oba Train (2007) – confirmaram a relação com o público e levaram a banda para palcos europeus, que sublinham a referência em que se transformaram.
